
Uma carta para quem você era, sem dar sermão
Escrita à mão · Fechada com lacre · Enviada por um link
Quem tenta escrever para si mesmo mais jovem costuma cair no tom de "eu avisei" e "você devia ter". A carta que conforta fala com aquela pessoa como falaria com alguém querido que está num aperto: reconhece o que ela sentia na época e só depois conta o que você sabe hoje.
Grátis · Sem cadastro · Enviada por link
Ideias para começar
“Oi, eu aos 15 anos. Sei que você está no quarto de porta fechada, com o fone no ouvido, achando que ninguém entende. Eu entendo.”
“Aquele ano em que tudo desabou foi difícil de verdade, e quero começar dizendo que você não estava exagerando.”
“Escrevo daqui, com 34 anos, numa terça-feira qualquer, e a primeira coisa que quero dizer é: você não precisava ter dado conta de tudo sem ajuda.”
O que escrever
1. Comece por um detalhe concreto daquela época, como a música que tocava, o cheiro do quarto ou um apelido, para você se reconhecer antes de qualquer conselho.
2. Evite "se eu soubesse" e "você deveria". Troque por "eu queria que você soubesse" e conte o que acabou dando certo.
3. Não prometa que tudo fica fácil. Diga algo pequeno e verdadeiro que mudou, como um amigo que apareceu ou uma dor que passou.
Perguntas frequentes
Q. Como não soar como sermão numa carta para mim mesmo mais jovem?
Escreva como se fosse para um amigo querido: reconheça o que você sentia, diga que não foi culpa sua e dê no máximo um ou dois conselhos. Se um parágrafo começar com "você tinha que", reescreva com "eu sei como foi".
Q. Quero que só eu leia essa carta. Dá para proteger?
Dá. Você pode definir uma senha opcional, e só quem você avisar consegue abrir. A carta vira um link único, então você pode mandar para você mesmo pelo WhatsApp e guardar na conversa. Escrever, lacrar e enviar é grátis.